sábado, 27 de setembro de 2014

Desenvolvimento da Fruticultura

Em que pese sua reduzida extensão territorial, o Espírito Santo desenvolveu um agronegócio expressivo e marcado pela agricultura familiar. São 250 mil produtores com este perfil, trabalhando numa média de menos de cinco hectares por família. Neste cenário, a organização da fruticultura do Estado em polos de desenvolvimento tem se mostrado uma estratégia comprovadamente eficiente para potencializar a produção.
Como polo de fruticultura entende-se, no que segue, uma região definida e criada para que os produtores rurais, as agroindústrias, as instituições públicas, as associações e empresas de diversos segmentos locais desenvolvam ações conjuntas para fortalecer o agronegócio existente ou em implantação.
Em 2002, a produção anual de frutas no Espírito Santo não ultrapassava 750 mil toneladas. Hoje, o agronegócio da fruticultura registra números expressivos para a agricultura capixaba, ao responder por 18% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado. Ao todo, são 85 mil hectares ocupados com o plantio de frutas que garantem uma produção anual em torno de 1.3 milhão de toneladas, gerando R$ 600 milhões em renda.
Com a adoção de novas tecnologias de cultivo, como na Produção Integrada de Frutas (PIF), e com a introdução de variedades adaptadas, a assistência técnica e a melhor gestão da propriedade, o Incaper e instituições parceiras ajudaram os fruticultores capixabas, nos últimos sete anos, a elevar a produção do Estado em 30%. Um feito e tanto, considerando tratarem-se de pequenos produtores.
De fato, ao longo da última década, a estrutura em polos permitiu a formação de um setor fortalecido, com maior representatividade e concentração da produção, o que, de modo geral, tornou possível a comercialização mais eficiente, com maior garantia de fornecimento contínuo de produto. A formação dos polos tem sido muito utilizada em outras regiões do país especializadas na produção e comercialização de frutas.
O segredo para elevar a rendimento foi investir em aumento de produtividade. Para tanto, o Incaper mapeou o clima e o solo do Estado e formou polos. Indicou variedades de frutas mais produtivas e resistentes às doenças, desenvolvidas por meio de pesquisa e adaptadas especificamente para aquelas áreas.
É o conjunto de ações geridas pelo Incaper, em parceria com outras instituições públicas e privadas, que explicam, de fato, o sucesso da fruticultura capixaba. Além das pesquisas que resultaram no lançamento e na recomendação de variedades resistentes às doenças, com alta produtividade, é preciso mencionar-se a produção de frutas com qualidade para atender às exigências do mercado e, ainda, a organização da cadeia produtiva por meio da capacitação técnica e gerencial visando a consolidação de novas regiões produtoras.
FrutasNas próximas páginas, vamos conhecer um pouco mais sobre os polos de fruticultura, com ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, sob a coordenação da Secreteria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca - Seag, podendo-se destacar o programa de aquisição de mudas de frutíferas para atender às demandas dos produtores inseridos nos polos. Será apresentado também o trabalho realizado pelo Incaper, em parceria com as prefeituras municipais, cooperativas, associações e outras instituições públicas e privadas, que inicia com a seleção dos produtores e a distribuição de mudas, ação considerada como base para a solidificação do setor no Espírito Santo.
Para atender à demanda do Plano Estratégico da Agricultura Capixaba (Novo Pedeag) a Seag, o Incaper e instituições parceiras executam suas atividades sob duas vertentes: de uma parte, desenvolvem-se ações para a implantação e a consolidação de Polos Especializados de Frutas, com a visão de atendimento às demandas em grande escala dos mercados de frutas frescas e das agroindústrias e, de outro, contemplam- se os Polos Diversificados de Frutas, com uma visão diferenciada, onde a lógica dos programas é a diversificação, com agregação de valor para a comercialização de frutas in natura em mercados locais e industrialização associativa, ampliando as oportunidades de comercialização para além da indústria de polpa.

5.2.1. Produção de Maracujá se expande para o Sul do Estado

Tradicionalmente, o cultivo do maracujá se concentrava apenas no Norte do Espírito Santo, o que possibilitou o lançamento do Polo de Maracujá nessa região, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca - Seag e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, em 2004. O objetivo consiste em estimular a diversificação da agricultura em razão da elevada demanda das agroindústrias de sucos prontos para beber, aumentando a perspectiva do setor tanto para a produção quanto para o processamento de frutas.
MaracujásForam iniciadas também ações para implantação do Polo de Maracujá na região Sul do Estado, devido às condições de solo e clima propícias para o cultivo em diferentes municípios e a localização estratégica da região, próxima aos grandes centros consumidores de Minas Gerais e Rio de Janeiro, o que facilita o processo e comercialização. Os resultados já podem ser vistos pela produção dos municípios de Itapemirim, Guarapari, Alegre, Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes.
A maior parte da produção capixaba, contudo, ainda se concentra no Norte do Estado, com destaque para os municípios de Sooretama e Jaguaré, com aproximadamente 2.800 hectares plantados e produção de 76 mil toneladas da fruta. A meta é que a área ocupada com o maracujá no Estado seja ampliada para 5.000 mil hectares.
Mapa do ESA fim de promover a expansão da cultura no Estado, o Incaper vem oferecendo apoio ao agricultor capixaba durante todo o processo produtivo, desde a capacitação sobre o manejo adequado da cultura, até o incentivo ao associativismo e ao cooperativismo para o incremento da comercialização, com a conscientização sobre a potencialidade do mercado de maracujá.
No Brasil, tem aumentado o consumo de bebidas à base de frutas, sem álcool e não refrigeradas, denominadas sucos prontos para beber, com destaque para o suco de maracujá, um dos sabores preferidos dos consumidores. Para se ter uma ideia, no Espírito Santo, de dezembro de 2007 até outubro de 2009, somente para indústria foram comercializadas cerca de 1,8 mil toneladas de maracujá, o que gerou uma renda de aproximadamente R$ 1,2 milhão. Este é, sem dúvida, um mercado cada dia mais promissor.

5.2.2. Produção de Manga iniciada no Estado há seis anos já atinge cinco mil toneladas

As perspectivas de médio e longo prazos da produção de manga para fins de processamento são bastante positivas para o Espírito Santo em razão do parque agroindustrial instalado e da tendência de expansão do mercado mundial da polpa e do suco da fruta.
A cultura ganhou impulso com a ampliação da área plantada, de forma organizada e concentrada, facilitando a comercialização dos frutos. O desenvolvimento de novas tecnologias propiciou sistemas de cultivos adaptados às condições de clima e de solo do Estado. O lançamento do Polo de Manga, no Espírito Santo, ocorreu em 2003. O Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper e das prefeituras dos municípios com potencial para produção de manga estruturou e executou iniciativas com vistas ao estabelecimento do Polo de Manga para a indústria capixaba. Sua implementação e desenvolvimento passaram por ações de planejamento focadas na adequação da base tecnológica, com expansão da área cultivada e ampliação da produção e produtividade, além da melhoria da qualidade do produto por meio de tecnologias que propiciem sistemas de cultivos adaptados às condições de clima e solo do Estado.
Em 2006, foi criado o Grupo Gestor do Polo de Manga, composto por representantes do Incaper, do Sebrae-ES, da Cooperativa de Agricultores Familiares de Colatina - CAF e de representantes de todos os municípios que fazem parte do polo para coordenar a negociação da comercialização, o planejamento das ações de treinamento e capacitação e promover maior interação entre os produtores de manga. O Grupo Gestor do Polo de Manga foi fundamental para a consolidação da cultura e promoção do desenvolvimento regional, sendo agente imprescindível no estabelecimento de preço mínimo no processo de comercialização.
O resultado pode ser visto em números. Hoje, o Espírito Santo apresenta aproximadamente 1.600 hectares de área plantada, com produção que ultrapassa cinco mil toneladas anuais e atende a cerca de 30% da demanda das indústrias. Conta com o envolvimento de 747 famílias, das quais 599 são de produtores rurais e 148 de trabalhadores envolvidos em atividades terceirizadas, totalizando 31 comunidades distribuídas em 17 municípios.
Mapa do ESA manga representa boa alternativa de diversificação agrícola e de renda para os agricultores familiares, já que o cultivo requer baixos custos e proporciona alto retorno, além de possuir mercado promissor. O governo do estado do Espírito Santo, por meio da Seag, como forma de incentivo ao desenvolvimento do polo, no período de 2004 a 2010, adquiriu 140.000 mudas de mangueiras repassadas, a preço subsidiado, aos produtores rurais dos diferentes municípios inseridos no polo. A meta para 2011 é atingir-se uma área plantada de 1.900 hectares.
A região de abrangência do Polo de Manga foi selecionada de acordo com condições de clima e solo favoráveis ao cultivo da fruta. Cerca de 60% da área recomendada apresenta terras quentes, acidentadas e secas, destacando-se na produção o município de Colatina. Os municípios detentores de condições climáticas favoráveis ao cultivo são Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Águia Branca, São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Pancas, Marilândia, Colatina, Baixo Guandu, Laranja da Terra, São Roque do Canaã, Itarana, Itaguaçu, Santa Teresa e Governador Lindenberg.

5.2.3. Morango capixaba: garantia de qualidade

MorangosA organização do Polo de Morango surgiu da necessidade de viabilizar a produção desta fruta de forma organizada, com base na aptidão da região definida como polo e na vocação dos produtores de base familiar, enfatizando os sistemas de produção sustentáveis por meio do uso de tecnologias apropriadas e recomendadas para o cultivo do morango. O Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, implementou, a partir de 2004, ações para potencializar a atividade no Estado, contando com a parceria do Idaf, Sebrae-ES, empresas privadas, prefeituras municipais, entre outros. O Polo permitiu a organização dos agricultores, o que têm facilitado a comercialização (tanto na logística quanto na negociação) e a assistência técnica. Participam do Polo, principalmente, os municípios da região das Montanhas Capixabas, com destaque para Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Venda Nova e Castelo.
No Espírito Santo, produz-se uma média de 5.960 toneladas de morango ao ano. A atividade ocupa uma extensão de 185 hectares, gerando aproximadamente 2.960 empregos diretos, envolvendo em torno de 1.500 propriedades de base familiar, se constituindo, assim, em importante fator de distribuição de renda e oportunizando a permanência das famílias no meio rural.
Atualmente, cerca de 70% da produção capixaba é comercializada para estados do Nordeste, especialmente Bahia e Pernambuco. As vendas, todavia, ainda tem muito espaço para crescer dentro do próprio Estado, principalmente devido ao aumento da demanda pela fruta “in natura” em decorrência do melhor controle na qualidade do morango produzido em terras capixabas. Desde 2004, com a criação do selo de origem “Morango das Montanhas do Espírito Santo - Qualidade com Responsabilidade”, as frutas capixabas passaram a apresentar a garantia para o consumidor que adquire um produto fiscalizado e normatizado.
Mapa do ESAlém disso, o Incaper tem desenvolvido diversas ações em prol da melhoria da qualidade do morango, oferecendo treinamento e capacitação de técnicos e produtores, alternativa de monitoramento de resíduos de agrotóxicos nas plantações e incentivo à sustentabilidade na produção. Pode-se destacar, no tocante a isso, a recomendação, em 2009, das variedades Aromas e a Diamante, que apresentam melhores características para o plantio de inverno, com maior produtividade e distribuição de produção durante todo o ciclo. É preciso mencionar ainda o lançamento do projeto Morango Mais Saudável, que servirá de instrumento de gestão, de monitoramento e de rastreabilidade das etapas de produção, colheita e pós- -colheita do morango das montanhas do Espírito Santo. Pretende-se, assim, a obtenção de um produto que reúna todos os atributos de segurança do alimento exigidos pelo consumidor, ofertando- se um morango mais saudável. Uma das ações de grande importância nesse sentido é a rastreabilidade da fruta, tendo em vista que qualquer componente da cadeia produtiva, em especial o consumidor, poderá, por meio dos códigos de barra e do município impressos no selo do produto, identificar a procedência dos frutos.

5.2.4. Polo de Goiaba incentiva da fruta para indústria

A goiaba representa importante alternativa para diversificação da agricultura no Norte capixaba devido às condições favoráveis de clima e solo e à garantia de mercado. Com a crescente demanda pela fruta por parte da indústria de sucos prontos para beber, a cultura ganhou novo impulso, a partir de 2004, com a implantação do Polo de Goiaba para a indústria do Espírito Santo.
Entre dezembro de 2007 e outubro de 2009, o valor arrecadado com a comercialização da goiaba para processamento industrial chegou próximo a R$ 1 milhão, com a venda de 2,6 mil toneladas da fruta. A implantação do Polo viabilizou a plantação de pomares comerciais da variedade Paluma, mais adequada para a indústria. Desde 2004, foram distribuídas 165 mil mudas desta variedade, a preços subsidiados, aos agricultores cadastrados, ou seja, os produtores que fazem parte da área de abrangência do Polo e seguem as recomendações técnicas para a cultura, com o acompanhamento do Incaper.
O desenvolvimento do Polo teve início no distrito de Cristal do Norte, em Pedro Canário, devido aos fatores edafoclimáticos (clima e solo) favoráveis, como alternativa de diversificação agrícola da cana- de-açúcar. O Polo tem como região de abrangência, além de Pedro Canário, outros municípios como Montanha, Pinheiros, Boa Esperança, São Mateus, Conceição da Barra, Jaguaré, Vila Pavão, Sooretama, Rio Bananal e Linhares.
Mapa do ESA comercialização da goiaba no Espírito Santo é feita para fruto de mesa e para a indústria de processamento de polpa asséptica e concentrada, esta última destinada à agroindústria de sucos prontos para beber, mercado em franca expansão no Brasil e no Espírito Santo. A existência de uma cooperativa bem estruturada tem proporcionado aos produtores a negociação de preço mínimo no processo de comercialização.
Além dessa demanda, destaca-se também a possibilidade de aproveitamento industrial da produção na forma de goiabada, geléia, polpa congelada, néctar ou como compotas, sorvetes e doces, tanto para as grandes indústrias como para as indústrias artesanais.

5.2.5. Mamão capixaba é o mais exportado do Brasil

Com o intuito de garantir a alta qualidade do mamão produzido no Espírito Santo e melhor organizar o acompanhamento dos agricultores em relação ao manejo adequado das plantações e à utilização de modernas tecnologias, o Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, incrementou, a partir de 2003, ações para a consolidação do Polo de Mamão do Espírito Santo.
MamãoA área atual dedicada à atividade, cerca de 7,3 mil ha, bem como a produção de 550 mil toneladas, fazem do Estado o segundo maior produtor brasileiro da fruta, porém, o primeiro na produção do mamão formosa. A cultura já ocupou uma área de cerca de 11 mil ha, empregou cerca de 30 mil pessoas e produziu aproximadamente 750 mil toneladas ao ano. Números representativos que, aos poucos, estão sendo recuperados. Reação empreendedora do setor. De 2007 a 2009, por exemplo, as exportações brasileiras de papaya representaram cerca de US$ 107 milhões. Só o Espírito Santo foi responsável por US$ 56 milhões.
A cultura do mamão capixaba apresenta hoje os maiores índices de produtividade do país, em torno de 80 toneladas do fruto por hectare, e encontra- -se distribuída em onze municípios do Norte do Estado, gerando em torno de 20 mil empregos. A região de Linhares é a mais importante exportadora de mamão do Brasil, responsável por 70% das vendas brasileiras do fruto ao exterior.
O Incaper, em parceria com outras instituições do país, desenvolveu diversos trabalhos de pesquisa com a cultura do mamoeiro visando elaborar o conjunto de tecnologias hoje utilizadas para promover maior produtividade e melhor qualidade de frutos a fim de atender às exigências dos mercados nacional e internacional. Pode-se destacar, nesse aspecto: (i) os estudos de epidemiologia e indicação de controle de diferentes doenças fúngicas; (ii) a identificação do agente causal do vira-cabeça (fitoplasma); (iii) o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico molecular da meleira; (iv) os estudos de epidemiologia da Meleira do mamoeiro; (v) a indicação de controle de diferentes pragas; (vi) a adequação dos sistemas de manejo da cultura; (vii) a adequação dos sistemas de irrigação; (viii) o lançamento de programas de diagnose nutricional do mamoeiro (DRIS-mamão solo e DRIS-mamão formosa); (ix) o desenvolvimento e aplicação do Systems approach para a cultura do mamão, com utilização do Roguing, o que possibilitou a exportação do fruto para os Estados Unidos; (x) a publicação de diversos artigos científicos para divulgação das tecnologias desenvolvidas e do livro sobre a Cultura do Mamoeiro; (xi) a realização de quatro versões do Simpósio do Papaya Brasileiro e publicação dos trabalhos apresentados; (xii) a consecução de ações que possibilitaram o registro de produtos fitossanitários para a cultura do mamoeiro; (xiii) o desenvolvimento da Produção Integrada de Mamão: PIF-mamão e, (xiv) o lançamento, em 2010, da variedade Rubi Incaper 511, a primeira de Mamão Formosa para o Espírito Santo.
Mapa do ESO sucesso da cultura de mamão no Estado deve-se, portanto, à implantação de programas de acompanhamento técnico dos produtores e de monitoramento de lavouras, aliada ao desenvolvimento de tecnologias de manejo e controle de pragas no mamoeiro. Apesar da queda do dólar e da baixa no mercado interno que afetaram o setor, o mamão capixaba vem mostrando sua força e capacidade de permanecer como importante atividade do agronegócio no país.

5.2.6. Produtividade de coco no Espírito Santo é o dobro da média nacional

CôcoO Espírito Santo apresenta a maior produção de coco por hectare do Brasil. Enquanto a produtividade nacional média é de sete mil frutos por hectare, a capixaba é o dobro, de quatorze mil. Em relação às exportações, o Estado está em quarto lugar, comercializando mais de sete mil toneladas por ano.
A alta produtividade observada no Estado é justificada pela ampla distribuição de mudas de coqueiro anão verde, variedade mais indicada para cultivo no Estado, e pela adoção de maior nível tecnológico de manejo nas plantações, como a adubação, a irrigação e o controle fitossanitário, tudo isso possibilitado pela assistência técnica e pelo treinamento dos agricultores.
Para melhor organizar e estimular a produção no Espírito Santo, o Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, a partir de 2003, desenvolveu ações para a consolidação do Polo de Coco do Espírito Santo. Como parte das ações do Polo, foram distribuídas mais de 50 mil mudas de coco anão aos agricultores familiares do Estado. Por essa e outras ações, o Espírito Santo é hoje o segundo maior produtor de coco-anão do Brasil, suplantado apenas pela Bahia.
O cultivo de coco no Espírito Santo se concentra no Norte do Estado, com destaque para os municípios de São Mateus, Nova Venécia, Linhares e Colatina.
Mapa do ESCom uma produção de cerca de 165 mil frutos por ano e quase 12 mil hectares de área plantada, o coco é a segunda fruta responsável pela geração de renda no agronegócio capixaba da fruticultura, respondendo por um em cada cinco reais de renda total gerada pelo setor. Em primeiro lugar, encontra-se o mamão, responsável por um em cada dois reais de renda gerada no agronegócio de frutas no Estado.
A instalação de empresas processadoras de coco no Estado, tais como a empresa De Martins/ Wow Indústria e Comércio, a Amacoco/ PepsiCo e a DuCoco representam importantes fatores de incentivo para a implantação de lavouras comerciais.

5.2.7. Polo de Tangerina amplia oportunidades para agricultores

TangerinasO Polo da Tangerina das Montanhas no Espírito Santo, lançada em 2010, tem como uma das metas a ampliação da área plantada para 850 hectares na região, numa expansão de 150 hectares em relação à situação atual. Fazem parte do Polo os sete municípios que, juntos, detêm 80% da produção de tangerina do Estado, a saber: Muniz Freire, Conceição do Castelo, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Marechal Floriano, Santa Maria do Jetibá e Santa Lopoldina, além de outros dez que possuem potencial para expansão.
A previsão para a consolidação do Polo é de quatro anos. Considerando-se a meta de ampliação da área da plantação, pode-se prever uma geração de empregos da ordem de 300 a 450 novos postos de trabalho para as microrregiões Sudoeste Serrana e Central Serrana capixaba. Além disso, o Polo vai servir para integrar os produtores atuantes num mesmo perímetro de modo que passem a realizar determinadas etapas da produção em conjunto, como, por exemplo, a estocagem. Almeja- se que os ganhos de escala derivadas da ação comum redundem em aumento efetivo na renda das famílias envolvidas.
Mapa do ESOrganizado pela Seag e executado pelo Incaper e parceiros, o Polo de Tangerina das Montanhas no Espírito Santo visa incentivar o desenvolvimento e a expansão do plantio da fruta em terras capixabas. Quem adere tem acesso a políticas públicas, acompanhamento especializado pelo Incaper e apoio do setor privado para seguir na atividade.
Projeta-se que, durante os próximos quatro anos, 100 mil mudas sejam distribuídas entre os municípios participantes, embora o número possa aumentar. No médio prazo, será criado um centro de produção de mudas em Santa Leopoldina. Assim, espera-se que mais pessoas possam ser atendidas.

5.2.8. Produção de Uva representa boa opção para agricultor familiar

O lançamento do Polo de Uva e Vinho do Espírito Santo ocorreu em 2004. O Governo Estadual, por meio da Seag e do Incaper e das prefeituras dos municípios com potencial para produção de manga no Espírito Santo, estruturou e implementou ações com vistas ao estabelecimento do Polo para o atendimento, de forma prioritária, ao mercado local e às industrias artesanais. A implementação e o desenvolvimento do Polo passaram por ações de planejamento focadas na adequação da base tecnológica, com expansão da área cultivada e ampliação da produção e produtividade, além da melhoria da qualidade do produto por meio de tecnologias que propiciem sistemas de cultivos adaptados às condições de clima e solo do Espírito Santo.
Com base num diagnóstico inicial da realidade da vitivinicultura na região do Polo, foi possível identificar alguns entraves quanto ao sistema de produção, como a embalagem imprópria das frutas para comercialização in natura, a falta de infraestrutura e processos de produção inadequados das vinícolas para garantir-se a qualidade dos produtos industrializados ao nível de exigência dos consumidores, o que resultava em grandes perdas. Para minimizar os problemas identificados, o Incaper criou, em 2006, um Grupo Gestor do Polo de Uva e Vinho, composto por representantes do Incaper, do SEBRAE- -ES, das cooperativas e associações e de todos os demais segmentos da vitivinicultura de Santa Teresa, município com a maior área de produção e maior número de vinícolas do Estado. O grupo estabeleceu como objetivo coordenar o Polo, com planejamento das ações de treinamento e capacitação e estímulo à interação entre os produtores. Passaram a ocorrer reuniões mensais, nas quais se discutem os problemas e buscam-se opções de forma a minimizarem-se as dificuldades surgidas no gerenciamento da cadeia produtiva.
Uma ação prioritária da Seag, a partir do lançamento do Polo, visando incentivar o aumento de área plantada, consistiu na distribuição de porta-enxertos e de enxertos para formação de novos pomares. Antes do lançamento do Polo, o porta-enxerto utilizado era somente o ‘Traviú’. Após a formação do Polo, foram introduzidos o ‘IAC-572’ e o ‘IAC-766 Campinas’. As variedades indicadas para a formação de copa com a finalidade de produção de uva de mesa e vinho foram ‘Isabel’, ‘Isabel Precoce’, ‘Niágara Rosada’ e ‘Bordô’; para a produção de uva sem sementes destinada à mesa foram ‘Clara’, ‘Linda’, ‘Morena’, ‘Maroo’ e Patricia; para a produção de vinho de mesa indicaram-se a ‘Moscato Embrapa/IAC 137’, a ‘Lorena’ e a ‘Bordo’; para a fabricação de vinho fino, recomendou-se a ‘Cabernet Sauvignon’ e, finalmente, para produção de suco, sugeriram-se a ‘Cora’, ‘Isabel Precoce’, ‘Bordô’ e ‘Violeta’.
Por ocasião da implantação do Polo, em 2004, somente no município de Santa Teresa o cultivo da Uva era praticado em 17 propriedades rurais, ocupando cerca de 13,0 ha. Em 2010, o município atingiu um total de 60 propriedades de base familiar produzindo uvas, numa área de 45,0 hectares, dos quais, 23,0 hectares encontram-se em plena produção. Em torno de 368 produtores estão inseridos em toda a cadeia produtiva. A produtividade média atinge 28,0 toneladas/ha, sendo colhidas duas safras por ano: uma nos meses de julho/agosto e a outra nos meses de dezembro/janeiro. Na safra 2009/2010 foram fabricados cerca de 100 mil litros de vinho e 15 mil litros de suco de uva nas 8 cantinas existentes no município. Além de Santa Teresa, fazem parte do Polo os municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante, Conceição do Castelo e Alfredo Chaves, por apresentarem condições de clima e solo propícias ao desenvolvimento da viticultura.
Para proporcionar esse aumento significativo da produção, além da disponibilização de mudas pela Seag destinadas ao aumento da área plantada, foram realizados junto aos produtores diferentes cursos de capacitação voltados à adequação do pacote tecnológico, em busca de melhoria da produtividade, e da infra-estrutura das cantinas, por meio de uma assessoria de profissionais treinados do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN).
Mapa do ESO processo de comercialização foi evoluindo e, na safra de 2009/10, 70% da produção in natura foi comercializada na Ceasa- ES e 30% nos mercados local e regional. Já a produção dos processados (vinhos e sucos) foi comercializada no mercado local e na própria propriedade, alavancada pelo Programa de Agroturismo, Turismo Rural e Eventos Típicos e Culturais no município, como a Festa do Vinho e da Uva e Festa do Imigrante Italiano, eventos que mobilizam grande número de capixabas e turistas dos Estados vizinhos.


Uvas

5.2.9. Abacaxi: pesquisas e assistência técnica fazem produção aumentar em 45% no Estado

Tradicionalmente, a cultura do abacaxi é praticada no Sul do Espírito Santo, com destaque para os municípios de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy. Entretanto, a implantação pelo Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, dos Polos de Abacaxi no Espírito Santo, ocorreu em duas regiões distintas devido às condições edafoclimáticas para produzir abacaxi em todo o litoral. Um Polo está localizado no Sul, nos municípios de cultivo tradicional, e outro na região Norte, em virtude do crescimento da demanda pela fruta, tanto doméstica quanto para a agroindústria. As ações de planejamento desenvolvidas para o lançamento de ambos os Polos são focadas na adequação da base tecnológica, com expansão da área cultivada, ampliação da produção e da produtividade, além da melhoria na qualidade do fruto.
AbacaxisOs municípios inseridos no Polo de Abacaxi da Região Norte, lançado em 2009, são: Pinheiros, Montanha, Pedro Canário, Mucurici, Conceição da Barra, Boa Esperança, São Mateus Jaguaré, Sooretama e Linhares. Existe a possibilidade, porém, de expansão para outros municípios em função do aumento na demanda e de estudos de viabilidade técnica e econômica.
Uma das ações considerada estratégica pelo Incaper foi o lançamento, em 2005, da variedade de abacaxi Vitória, resistente à Fusariose, principal doença do abacaxizeiro e responsável pela baixa qualidade de frutos e perdas na produção. O lançamento desta variedade possibilitou a expansão da cultura para a região Norte do Estado, suscitando o interesse de novos empresários rurais pelo plantio do abacaxi e impulsionando a expansão da cultura com nova base tecnológica.
Mapa do ESEsse cenário contribuiu para que a produção de abacaxi alcançasse destaque no cenário capixaba da fruticultura, passando de aproximadamente 20 mil para 35 mil toneladas nos últimos seis anos, numa taxa acumulada de crescimento de 45% ou, ainda, de 6,8% ao ano.
Desde o lançamento da variedade Vitória até 2009, o Governo do Estado, por meio da Seag e do Incaper, adquiriu e distribuiu cerca de 450 mil mudas de qualidade aos agricultores familiares, enquanto outras 353 mil foram produzidas nas áreas experimentais do Incaper e também disponibilizadas aos produtores rurais. O Governo adquiriu mais 800 mil mudas, em 2010, as quais serão distribuídas até março de 2011.

5.2.10. Produção de Banana cresce 15% no Estado

A bananicultura, uma das atividades integrantes do agronegócio fruticultura, possui grande importância social e econômica para o Espírito Santo, com uma área plantada de aproximadamente 20 mil hectares, sendo responsável pela geração de emprego e renda para uma maioria de agricultures de base familiar envolvidos nos processos de produção e comercialização. A atividade gera cerca de 25 mil ocupações em toda a cadeia produtiva. Os principais municípios produtores são: Alfredo Chaves, Iconha, Guarapari, Anchieta, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Ibiraçú, Fundão, Viana, Cariacica e Mimoso do Sul.
Nos últimos seis anos, a produção capixaba de banana ganhou fôlego e aumentou em 15% sua produtividade, passando de 25 para as atuais 35 toneladas por hectare. Tendo em vista a importância econômica e social da atividade, o Governo do Estado, mediante a Seag e o Incaper, tem incentivado a bananicultura por meio de ações visando a consolidação dos três Polos de Banana do Espírito Santo, uma vez que no Estado predomina o cultivo de banana do subgrupo Prata, com aproximadamente 80% da área cultivada, seguida pela banana do subgrupo Terra (‘Terra’ e ‘Terrinha’), com 15% e pela banana do subgrupo Cavendish (‘Nanicão’, ‘Grande Naine’ e ‘Nanica’ ) , com 5%.
BananasOs principais objetivos desses Polos residem, de uma parte, no desenvolvimento de tecnologias destinadas a aumentar a produtividade, a resistência às doenças e a qualidade dos frutos e, de outra, em organizar os produtores para a comercialização, buscando superar assim um dos principais entraves ao progresso da atividade enfrentado pelos bananicultores do Estado. Para tanto, o Incaper vem introduzindo e estudando cultivares e clones de bananeira buscando variedades resistentes às principais doenças. Como resultado deste trabalho o Instituto lançou, em 2005, as cultivares do grupo Prata denominadas Vitória e Japira, recomendadas também para o cultivo orgânico. Estas novas variedades apresentam características semelhantes à banana Prata disponível no mercado, mas com produtividade mais elevada. Mostram-se superiores às variedades tradicionais, ainda, no que diz respeito à reação às doenças, sendo resistentes à sigatoka-amarela, à sigatoka-negra e ao mal-do-Panamá. Produzem, ademais, frutos de excelente qualidade para o mercado.
De 2005 a 2010, o Governo do Estado, por meio da Seag, adquiriu 100 mil mudas das variedades Japira e Vitória, distribuídas pelo Incaper aos agricultores capixabas via associações e cooperativas para a formação de pomares clonais planejados, unidades instaladas em quase todos os municípios do Estado com a finalidade de multiplicação de mudas a serem repassadas aos produtores rurais. Desde o lançamento destas novas cultivares, a Seag e o Incaper recebem um grande número de solicitações, encaminhadas por produtores, associações e cooperativas de diversas regiões do Brasil, buscando informações sobre a forma de obtenção de mudas dessas duas variedades.
Mapas do ES


Fonte:http://incaper.web407.uni5.net/revista.php?idcap=978

Um comentário:

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